Vai fazer uma consulta em casa? Confira as melhores dicas para pacientes e médicos

Vai fazer uma consulta em casa? Confira as melhores dicas para pacientes e médicos

A pandemia do novo coronavírus exigiu medidas estritas de distanciamento social e quarentena.

Enquanto não há vacina disponível para a população, é essencial que o combate à doença seja feito através do isolamento dos indivíduos e a não-exposição à áreas de risco.

Nesse contexto, diversos locais que costumeiramente precisávamos visitar se tornaram zonas “proibidas” em 2020.

Por isso, existem atividades fundamentais que não podem ser interrompidas, fazendo com que milhares de trabalhadores e estudantes dependam da tecnologia disponível hoje para adaptar seu cotidiano em frente à nova realidade.

Dentre essas áreas, a saúde talvez seja a mais importante – tanto para pacientes com a COVID-19, quanto para quaisquer outra enfermidades.

O atendimento médico é crucial, as orientações de saúde são imperativas, e os consultórios e hospitais se tornaram locais com alto risco de infecção, ou seja, precisam ser evitados sempre que possível.

A solução encontrada é a telemedicina; A possibilidade de realizar consultas e acompanhamento médico através da internet.

Como esse processo pode ser uma novidade tanto para os pacientes como para os profissionais, confira algumas dicas para tornar essa experiência mais produtiva e tranquila, de forma saudável e remota.

Um detalhe importante antes de começar qualquer atividade remota é que, no contexto da saúde, as informações que o paciente precisa fornecer ao médico são de caráter extremamente pessoal.

A privacidade entre o médico e paciente é fundamental para a profissão, e o vazamento de dados de saúde pode acarretar em danos imensuráveis para ambas as partes.

Por isso, é importante se atentar às técnicas de segurança, entre elas, a mais fundamental é realizar a chamada através de uma conexão criptografada por uma VPN, impedindo a interceptação das informações.

Orientações para o paciente

Mantenha dados pessoais em mãos

Antes de ingressar na consulta, mantenha em mãos todos os dados necessários para sua sessão.

Entre eles, a lista de sintomas, o histórico familiar, o nome de medicações esteja fazendo uso, sua carteirinha de plano de saúde quando aplicável, e dependendo da situação, dados recentes de exames coletados.

Ative o vídeo

Em sua consulta, é importante que a câmera esteja ligada. O médico pode coletar alguns dados através da imagem remota, além disso, o processo de construção da relação entre médico e paciente pode ser facilitado através do contato “olho-no-olho”.

Caso você não possua uma câmera em seu computador, é possível usar o smartphone como webcam.

Conheça o profissional

No ato de agendamento de sua consulta, colete informações importantes como o nome e registro médico do profissional.

Verifique se os dados são reais, e se é possível encontrar a análise de outros pacientes. Caso a busca por informações acuse discrepâncias, como nome diferente no registro, ou ausência de dados, não dê prosseguimento e procure outro profissional.

Anote as informações fornecidas pelo médico

Tenha em mãos um caderno, bloco de notas ou acesso à um editor de texto no computador para que os dados fornecidos pelo médico possam ser anotados.

Dessa forma, você garante que não se esquecerá de informações importantes, e caso haja alguma dúvida, será possível questionar em tempo real.

Não se automedique

Com a possibilidade de agendar consultas remotamente, também é possível se beneficiar de acompanhamento médico para o seu caso.

Por isso, jamais comece a tomar medicamentos por conta própria, assim como não é aconselhável suspender qualquer medicamento sem orientação do profissional. Em caso de dúvidas ou alterações em seu quadro, solicite nova consulta remotamente.

Orientações para o profissional

Mantenha os dados do paciente de forma segura

É imperativo que os dados do paciente sejam coletados para que o auxílio remoto seja efetivo. A manutenção de um histórico pessoal para cada cliente é importante, mas devemos garantir que os dados estão seguros.

Para isso, criptografe os arquivos com uma senha forte e segura. No Windows, o recurso BitLocker é capaz de proteger seu disco rígido.

Crie um cenário profissional – mas reconfortante

A perspectiva do paciente em relação ao profissional tem influência comprovada na qualidade da consulta e até mesmo na resposta aos tratamentos.

Por isso, é importante que, com sua câmera ligada, o ambiente ao seu redor seja profissional, mas não intimidador.

Procure um fundo com cores neutras, elementos visuais educativos como modelos anatômicos, objetos pessoais como fotografias ou plantas, e utilize iluminação natural ou com cores neutras, evitando lâmpadas extremamente frias ou quentes.

Desenvolva uma lista

Uma forma inteligente de organizar sua consulta é mantendo uma lista em seu celular ou computador para ir marcando, a cada etapa, tudo o que precisa perguntar, solicitar ou responder ao paciente, uma vez que fora do ambiente costumeiramente profissional, é mais comum esquecermos de alguma etapa ou informação relevante.

Faça uso de tecnologias

Aproveite o fato de já necessitar de um computador para a consulta para explorar outras tecnologias que auxiliam na consulta.

Diversos sites e aplicativos fornecem imagens e modelos hiper detalhados da anatomia, histologia ou funcionamento de sistemas, que podem ser usados para explicar ao paciente sobre seu próprio organismo.

Também é possível criar documentos colaborativos, como um diário de sintomas para o paciente que pode ser consultado pelo médico.

Cuidados com a saúde visual

Para evitar a fadiga visual e mental do uso contínuo de telas digitais, é importante tentar limitar as consultas à no máximo 40 minutos. Se precisar de mais tempo, considere realizar intervalos de 15 minutos.

Além disso, é importante usar um filtro de luz azul, e orientar para que o paciente também o faça, em qualquer consulta posterior às 18:00 horas, uma vez que a luz azul atrapalha no ciclo circadiano e pode acarretar em insônia e estresse.

Atualmente, computadores com Windows, macOS, e celulares com Android e iOS, possuem filtros de luz azul já disponíveis e com configurações de ativação automática.

Conclusão

Com alguns cuidados básicos, a telemedicina pode reduzir drasticamente a necessidade de exposição de profissionais da saúde e pacientes à hospitais e centros médicos, reduzindo em grande parte o risco de contágio com a COVID-19.

A oportunidade também permite que todos se familiarizem com o uso de novas tecnologias que podem facilitar a relação entre médicos e pacientes até mesmo quando tudo voltar a normalidade. Se gostou do tema, conheça ainda mais sobre a telesaude.

 

Reter pacientes

Para enviar seu comentário, preencha os campos abaixo:

Deixe uma resposta

Seja o primeiro a comentar!